Belo perdedor
Ele ainda sonha como um jovem
Mas parece que aos poucos está envelhecendo
Embora agora esteja mais confiante e sábio
Aprendeu bastante com o passado
Viu a morte, e agora quer viver o máximo que puder.
Com o passar dos anos, acostumou se a perder
Deixou amores e oportunidades pelo caminho
E se deu conta que não é possível ter tudo o que se quer.
Seu coração se tornou frio
Tornou-se um tanto sozinho e solitário
Homem de dores, cansado e sem esperança
Passou a ser a segunda opção em diversos momentos
Ele é inteligente, sagaz e um pouco tímido
Talvez viva em seu próprio mundo, cheio de ilusões.
Mas é um amigo verdadeiro e leal, sempre disposto a ouvir e
ajudar alguém.
Belo perdedor
Do que adianta ter tantos diplomas na parede?
Quem pode te encarar nos olhos e saber realmente quem é
você?
Quantas vezes ainda você ainda irá cair? Quem te estenderá a
mão?
Quem irá admirar suas cicatrizes?
Sua calma se transforma em palavras turvas
Sua voz ainda é suave
Ouve o que quer ouvir, e descarta todo o resto
Sua história é raramente contada, mas quem a leu mostrou interesse.
Deixou amigos e família e vive com estranhos
Andando de estação em estação, fugindo, deixando seus medos
para trás
Mantendo-se escondido, busca sempre se refugiar em cantos
baratos
Vive por um salário de trabalhador
Sol a sol, pele queimada
Sem descanso, mal dorme
E seus sonhos são tortos e confusos
Veste sua roupa de inverno
Parte para uma volta na avenida
O inverno o faz sofrer, dói, o castiga
Mas nada é pior do que o frio da solidão
Ao olhar sua face fria no espelho
Questiona-se se alguém irá notar sua cicatriz
Uma lembrança de cada luta que o abateu e o derrubou
Belo perdedor, quando irá se levantar?
Quando deixará a raiva e vergonha para trás?
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